Amigos(as), desejo que em 2011, os bons tempos venham, que as chuvas sejam moderadas e lavem a nossa alma e se o mau tempo persistir, que seja para que possamos repensar nossa vida, nossas escolhas e nos tragam ventos, que sejam brisas de harmonia!!!!
Por isso...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Que clima é este???
Amigos(as), desejo que em 2011, os bons tempos venham, que as chuvas sejam moderadas e lavem a nossa alma e se o mau tempo persistir, que seja para que possamos repensar nossa vida, nossas escolhas e nos tragam ventos, que sejam brisas de harmonia!!!!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Um ano.

Talvez o mais importante ano na vida de uma pessoa, não que ela saiba disso. Mas aquele ano no qual deixamos de ser um filhotinho parecido com qualquer mamífero e nos tornamos pequenos humanos.
O primeiro ano. Quando muitas mães passam noites em claro, embalando e amamentando a cria, dedicando cada segundo (eu sou mãe 24h por escolha e adoro!) ao desenvolvimento do pequeno ser que acabou de chegar. Quando a dedicação, o toque e o amor recebidos vão marcar nossas relações para sempre.
Pois esse primeiro ano passou! Nessa semana comemoramos o primeiro aniversário do meu filho caçula, Rafael não é mais um bebezinho!
Como isso aconteceu? Nem vi esses 361 dias passarem! Continuo acordando e amamentando durante a madrugada, continuo trocando fraldas e ninando meu filhote, mas vejo que ele não é mais aquele minúsculo bebê branquinho que nasceu em 6 de novembro de 2009. Rafael, está quase caminhando, já brinca com o irmão, faz gracinhas e aprende a se comunicar melhor a cada dia. Meu bebê já tem 9 dentes! Briga quando contrariado, sorri para todos e ilumina qualquer ambiente quando chega. É um menininho feliz!
Esse post é pra dividir com vocês a felicidade de viver o primeiro aniversário do meu filho, mas também para agradecer ao Arthur e ao Rafael, meus coalinhas amados, a paciência, o amor e o aprendizado que me oferecem a cada dia. Filhos amo vocês!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Depressão - o inimigo invisível
Daí que num belo dia de sol, acordei triste. E as cores, antes muito vivas, desapareceram. E ficou tudo monocromático, monótono e morno.
Vc já se imaginou presa a algo que vc não vê? Acorrentada sem correntes? Cansada, desanimada, desestimulada sem nenhum motivo aparente?
Amanhece. E, em mim, renasce a força para começar uma nova jornada, quando meus filhos aparecem felizes no meu quarto....como que me chamando pra vida!
Sigo toda uma rotina, feliz por meu inimigo ser imperceptível pra eles. Até que me vejo sozinha em casa e tudo o que mais quero é me render. Parar de lutar contra o que não vejo e, só assim, descansar o corpo e a mente. Adormeço. E ao acordar, percebo que continuo no meu terrível pesadelo. Uma vida acontece fora de mim, ali, ao longe...quero reagir, mas não consigo. Quero gritar, mas me foge a voz. E no fundo, me envergonho e me CULPO por não ter força pra reagir.
- procure uma igreja - vc precisa de Deus; (e quem não precisa?)
- sai dessa cama, uma menina tão nova... e ainda acha que tem problemas; (velha pode? é isso? dãa)
- no dia que vc descobrir como é dura a realidade de algumas pessoas, vc vai se arrepender de se lamentar assim...(cadê o chicotinho?)
Ah! Para saber mais:
sábado, 7 de agosto de 2010
O vôo do passarinho

Ahá! Achavam que eu daria continuidade a aventura que iniciei aqui? Peço licença para abrir um parentêsis e contar uma coisa muito importante que me aconteceu.
Chega um momento em nossa vida de mãe, que precisamos entregar nossos filhos aos cuidados de um outro alguém.
É como parir de novo. Revive-se toda a ansiedade, a busca pela melhor opção e aí vem a dor da separação e o sorriso que vem em seguida ao corte do cordão umbilical, que reconforta o coração.
Antes mesmo de o Otto completar um ano, eu já dava como certa a ida dele à escola. Como ele tinha refluxo e era um bebê high need (que até então, eu desconhecia o significado), me consumia muito. Fora que por morar longe da família, não existia um só momento para chamar de meu! Eu era mãe full time.
Bom, do que eu reclamava mesmo? Voltando um pouco a fita, me vejo tendo que abandonar meu projeto amamentação exclusiva da Bia, quando ela tinha apenas quatro meses para voltar ao trabalho. E sonhava e desejava com todas as minhas forças não ter que trabalhar, pra curtir o desenvolvimento dela. E mais, quando ela tinha 1 ano e 3 meses, optamos por creche em período integral em detrimento a deixá-la com as babás que sempre, sempre me deixavam na mão.
Sofri muito e com um adicional: ela ia de transporte escolar. Tão bebê!!! E eis que a vida me acena com a possibilidade de me dedicar à maternidade do jeito que sempre sonhei. Fácil não é, mas quem disse que seria?
Pensamos e repensamos a situação e decidimos que o Otto só entraria na escola quando completasse dois anos. Sorte a minha! Sim, sorte. De poder acompanhar o seu crescimento dia a dia, de passar as tardes cheirando a respiração dele enquanto ele dormia; de poder pegar o solzinho no fim do dia, de poder assistir aos filminhos preferidos junto com ele; de abraçar, cheirar e beijar desmedidamente. Sem horários a cumprir. Não são todas que tem esse privilégio. O tempo é impiedoso. E o que passou, jamais voltará.
O primeiro dia dele na escola foi tranqüilo, afinal, estávamos preparados. E ele chegou como um veterano, tão seguro, puxando sua mochila de rodinha! Entrou na salinha e ainda cumprimentou: “Oi amigos!”
Logo foi sentando numa rodinha e ali ficou.....sem chorar, sem berrar e, de tão tranqüilo e tão feliz, não olhou para trás.
E eu ali num canto, orgulhosa, observando o vôo do passarinho.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
E as férias terminaram...
Colocar as pernas para o ar, dormir muitoooooooooooooo, assitir um filme embaixo do cobertor e comer pipoca agarradinha com a família não tem preço, coisas simples, mas que fazem um bem danado.
Apesar da minha necessidade particular e urgente de ter férias, sempre penso na alegria do meu filho em primeiro lugar, nada mais gratificante do que ver sua felicidade nas descobertas que faz e de ter prazer nas aventuras,seja na simplicidade de observar um bezerrinho se alimentando,
ou perceber a diferença do volume d’água da cachoeira após um dia de chuva,
ou então, conhecer uma pinha e curtir o calor da lareira...
Aproveitando o momento que estávamos reunidos em família, convidei-os para resgatarmos mais um pouquinho da nossa cultura (vocês já perceberam o quanto eu gosto das minhas raízes...). 
A fogueira ardeu, mas os gritinhos de alegria e olhos brilhantes do Gab ecoaram com mais ênfase na mata. Depois que o fogo se apagou, saboreamos o pinhão sapecado, quentinho, e o melhor de tudo foi receber um beijo do Gabriel e ouvir : - “Obrigado mamãe por nos trazer no sítio”... E, para comemorar, preparamos um delicioso entrevero, prato típico da região serrana, regado a ponche de vinho (que contei a receita em post anterior).
Entrevero• 2 1/2 kg de pinhão cozido e descascado
• 1 kg de carne suína
• 1 kg de alcatra e frango
• 500 g de bacon
• 1 kg de lingüiça calabresa
• 200 g de cebola de cabeça
• 1 dente de alho
• 5 colheres de molho shoyu
• Sal a gosto
• 6 colheres de óleo
• 1/2 pimentão verde
• 1/2 pimentão vermelho
• 500 g de tomate
• Tempero verde a gosto
Exatamente hoje, dia 02 de agosto volto ao trabalho, com as “baterias” renovadas, pois a correria começou!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Falando em férias, cinema e filhos...

Marido viajando novamente e filhote em férias, preciso organizar algo para o dia dele, mas não sem antes passar a manhã na obra do nosso apartamento com meu bebê de 8 kgs nos braços. Depois de falar com a arquiteta, ouvir reclamações de pedreiro – que está super atrasado e reclama do gesso feito antes da fiação estar acabada, fazer orçamento com o marceneiro e com o cara da marmoraria, voltei correndo para casa, minha ajudante sai no final da manhã e Arthur estava com ela...
Vamos ao shopping, almoçar, comprar presente para um amiguinho e brincar naqueles parquinhos fechados. Por que não um cineminha? Sim, encaro cinema com Arthur e Rafael, meus dois filhotes coalas, no início da tarde. Toy Story 3, lá vamos nós!
Deixei o Rafa bem cansado, assim imagino que deva dormir toda a sessão e deixar que eu e Arthur assistamos tranqüilos ao desenho...
Vou cambaleando até a sala do cinema com um bebê, um refrigerante enorme, dois pacotes de pipoca, um brinquedinho e minha bolsa nas mãos. Arthur vai ao lado segurando seu suco. Depois de sentar e conseguir achar lugar para tudo, Rafa dorme antes das luzes apagarem. Tudo pronto, que o filme comece!
Toy Story 3 inicia e eu caio no choro! Ao todo, choro 3 vezes no filme! Filhos crescendo e indo embora, brinquedos sem donos, provas de amizade? Ando sensível, só pode... O que sei é que o filme me emociona, saio de lá com um aperto no peito.
O Rafael? Dormiu metade do filme, no restante do tempo assistiu e conversou com a tela...
Chegamos em casa, estou exausta, meu corpo dói, meus braços e ombros pedem descanso, mas não é isso que encontro: banho nos pequenos e janta. Quando eu acho que estamos quase indo para cama, os dois parecem ligados na tomada. Arthur dá cambalhotas, pula, joga bola e começa a ficar suado, apesar do frio que faz nos últimos dias. Hoje era dia de jantar com minhas amigas aqui do blog, mas estou sem condições. Fico triste de faltar em mais esse encontro, mas ando cumprindo tabela.
Rafael resolve fazer o maior cocô da semana, está sujo até nas meias! Lá vou eu para mais um banho no anjinho. Acontece que meu bebê tem dermatite atópica e todo banho significa um segundo banho de hidratante. Só consigo sentir meu corpo pedindo um banho quentinho e massagem relaxante... Arthur dorme logo que deita, mas Rafa dorme e acorda várias vezes. 23h e estou na sala com a TV ligada e com um bebê no colo.
Acordei com uma fralda suja novamente, o dia começa. Consigo um tempinho e leio o blog do Carpinejar, entre um quebra-cabeça e uma mamada, fala dos filhos crescidos, que deixam de dar as mãos às mães. Choro mais uma vez. Me dou conta que todo esse cansaço é momentâneo, que logo eles nem precisarão mais das minhas mãos, do meu colo. Preciso aproveitar tudo, muito! Bom saber que apesar do tanto de sono que sinto e do meu corpo pedindo folga, não existe nenhum outro lugar no mundo onde eu gostaria de estar. Estou no meu lugar no mundo, o lugar aonde escolhi com todo o coração estar.
Por eles eu corro e amo demais...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Enfim, férias

É isso aí, minha gente, as férias chegaram!!!! (dancinha)
E eu vou viajar!!! (mais dancinha)
Escolhemos o destino: Buenos Aires. Uma cidade romântica, destino de muitos casais em lua de mel. Lugar perfeito pra mim, meu marido e ...........meus filhos!!! Peraí, filhos? Sim, eles vão conosco. Será uma lua de mel em família. Momento de se desligar de tudo, de largar a rotina, de fortalecer laços.
Fizemos pesquisa em várias agências de viagem e percebemos que os pacotes oferecidos eram todos muito iguais. E, óbvio, nada que incluísse criança! Decidimos viajar por conta própria e bolar nosso próprio roteiro. Ao invés de um luxuoso hotel, optamos por locar um apartamento por temporada. Existem várias imobiliárias oferecendo esse serviço e nós escolhemos essa aqui. Isso garantiria mais conforto e me deixaria mais a vontade para preparar comidinhas pros pequenos durante a noite, onde pretendemos desacelerar e de quebra, ofereceria um ambiente mais acolhedor, menos impessoal.
Viajar já exige planejamento. E com crianças, este deve ser minucioso. Nas minhas pesquisas pela internet, me deparei com um blog maravilhoso, cheio de informações sobre programas para serem feitos em família, de uma jornalista que vive em BUE e tem dois filhos, like me. O texto dela é maravilhoso e completo, com endereços, horários de funcionamento, melhor dia para visitação e preços. Além disso, ela disponibilizou links super úteis, que dá para saber do clima a cotação do peso! Isso não é um luxo?
O próximo passo e mais difícil seria o de montar o roteiro. Compilei todas as informações relevantes e procurei mesclar interesses de adultos e de crianças. E, olha, me surpreendi com a infinidade de atrações pros pequenos! Obviamente, esse roteiro vai nos nortear, não devendo, portanto, ser cumprido com rigor espartano. Tudo vai depender da disposição dos filhos para cumpri-lo. Não podemos e não devemos forçar a barra! Tudo tem que ser leve e descontraído, afinal, estamos de férias.
Aqui algumas dicas para quem viaja com crianças:
•Sempre que viajo de avião, levo o kit passatempo: brinquedinho preferido + gibis + livros para colorir + giz de cera. O que não vale é andar desprevenida. E, sempre faço uso desse kit durante os passeios também. É bom levar uma muda de roupa. O DVD portátil pode ser um grande aliado para vôos mais longos, com conexões, escalas. Importante ressaltar, que é prudente levar um fone de ouvido, para não incomodar os outros passageiros.
•Sempre escolho vôos que coincidam com o horário de sono deles. E tem dado certo.
•Nunca confio no lanche oferecido durante o vôo. Tenho sempre comigo caixinhas de suco, frutinhas desidratadas e alguns biscoitinhos. Se seu filho for bebê, e precisar consumir papinhas, mamadeiras, os comissários de bordo esquentam sem problema.
•Durante os passeios, tenho sempre a mão biscoitinhos e barrinhas de cereal. Com isso, dou uma controlada na fome até achar um lugar pra comer.
•Apesar de meu filho mais novo ter dois anos, optei em levar o carrinho. (estilo guarda-chuva. Leve e prático). Acaba sendo uma base de apoio. Você também tem direito a levar o carrinho do seu filho até a aeronave. Assim, quando você chegar ao seu destino, já sai chique e bela empurrando-o porta afora.
•Procurar entender a viagem do ponto de vista dos pequenos é uma grande sacada. Os passeios podem ser mais produtivos e eles podem aprender de forma lúdica sobre a história do lugar e de seus moradores. Uma dica que vi na net, é montar uma caixa de lembranças da viagem. A criança vai enchendo a caixa com tudo o que ela achar válido para lembrar essas férias depois. Vale entradas de museu, de cinema, pedrinhas, brinquedinhos, embalagem das guloseimas que mais gostou.... a la vontê.
•Não querer ter a mesma rotina que tem em casa é fundamental para evitar problemas. E a alimentação com certeza não vai ser a mesma que se tem em casa. Isso é fato!
•Levo uma farmacinha básica pra não passar apuros.
•Uma coisa que preciso me controlar: não tentar fotografar tudo o tempo inteiro. Porque, né? Não rola muito, gera estresse e você acaba não aproveitando o presente. (viu, D. Daniele? Controle-se!)
•No mais, é incorporar o Indiana Jones e encarar tudo com leveza e jogo de cintura para desfrutar os bons momentos. Espírito de aventura, companheiras!!! Fé em Deus e tudo sempre acaba dando certo.
E vocês, queridas-amigas-leitoras? Tem mais alguma dica preciosa para compartilhar?
Desejem-me sorte e até a volta.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Dá pra negociar?

Segunda feira e preciso vacinar meu bebê. Como meu filho mais velho está de férias, vai junto ao posto de saúde. No carro, lembro de olhar a carteirinha de vacinação do Arthur: “bingo”, o menino também tem duas picadas para receber!
Aviso ao pequeno que ele também será vacinado e um escândalo se inicia! Ele resolve que não vai tomar vacina nenhuma, grita e chora tentando me convencer da decisão que tomou. Como assim, uma pessoa com 4 anos resolve se vai ou não ser vacinada?
A atitude da criança mexe com a gente, meu marido e eu ficamos mais fortes em nossa ideia de vaciná-lo. Incrível como o desafio dele nos inflama!
Conversamos, argumentamos, mas a decisão está tomada, não há espaço para negociação. É inadmissível que ele resolva o que deve ou não ser feito, ao mesmo tempo admiro sua tentativa...
Como saber o que pode ser negociado e o que nem precisa ser discutido com uma criança? Vacinação com certeza não é um dos itens a serem conversados! (Sei que muito se questiona sobre as vacinas, mas acredito que elas cumprem um papel importante, que seus benefícios são muito maiores do que os riscos inerentes).
Tenho pensado muito sobre isso: quando a escolha de uma criança pode ser aceita em questões maiores do que o brinquedo de natal ou a brincadeira do dia a dia?
Arthur tenta diariamente decidir pequenas e grandes situações em nossa casa, e mesmo que não consiga muitas vezes, o ciclo choro e desafios tem nos deixado bem cansados.
Me pergunto se todas as crianças saudáveis e inteligentes tentam dar a última palavra, se a chegada do irmão intensificou essa fase, se é do temperamento do meu filho ou se, simplesmente, temos falhado nesse ponto.
Esse post é mais uma reflexão, não tenho uma resposta pronta. Quem disse que educar filhos é uma tarefa fácil? Quem não tem filhos, só pode...
Amo meus filhos mais do que tudo no mundo, mas a verdade é que nem tudo são flores. Tenho várias questões não respondidas, algumas frustrações e muitas encucações que mudam conforme eles crescem...
Sobre a vacina, Arthur tomou as duas picadas em meio a gritos. A perninha ficou doendo o dia todo e no final da tarde precisou de algo para diminuir o incômodo, estava mancando e reclamando bastante.
Pelo menos temos mais alguns anos até a próxima vacina...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Como nossos pais?
A minha filha mais velha tem 7 anos e está crescendo assustadoramente. Não que eu queira encomendar da Tinker Bell, dúzias de potinhos de pó de pirlimpimpim, mas se vc não estiver preparado emocionalmente, novidades vindas dos amiguinhos de escola podem fazer vc perder o tino. Tá rindo, né? Segura essa: “Mãe, a senhora conhece o Justin Bieber?"
Gente, choquei!
Fiquei zonza por alguns minutos e saí tateando pela casa à procura do marido, para que ele me ajudasse nesse momento tão difícil. Absurdamente calmo e mostrando uma segurança que me deu inveja ele se mostrou interessadíssimo em conhecer o cantor teen do momento.
Passei dias pensando a respeito disso. A Bia está vivendo uma fase eufórica em estar sendo aceita pelos amiguinhos. Há dois anos, ela vinha sofrendo bullying na antiga escola e agora a sorte parece estar lhe sorrindo.
Super querida por todos, vive com agenda repleta de compromissos. E a cada um deles, vou revivendo o passado. Isso estava me angustiando muito, pois não achava justo dizer não a tudo que ela me pedia, mas me achava displicente como mãe dizer sempre sim. Sabe aquela crise existencial básica? De tanto conversar com as amigas a respeito, comecei a raciocinar sem estar presa aos conceitos da minha mãe.
Sempre quis retardar ao máximo a convivência, e, principalmente a influência dos pares na vida dela, simplesmente porque fui criada achando nocivos tais relacionamentos. Pois bem, chega um momento onde vc se vê obrigada a repensar suas convicções e reviver velhos traumas de infância e a partir dessas reflexões escolher que tipo de maternidade se quer exercer.
Olhando aquela carinha feliz, cheias de grandes novidades pra contar depois de uma festinha do pijama na casa da melhor amiga, optei em ser GENEROSA e compartilhar o mundo com ela e, sobretudo compartilhá-la com o mundo. Ó, como a vida é maravilhosa: ela te dá a oportunidade de fazer diferente. É só escolher!
Descobri que posse não significa zelo e que o amor vai além. Mais importante que a influência dos pares, é ter uma base familiar sólida, que dá suporte, que orienta, que acolhe.
E é esse tipo de mãe que sempre quis ser, a que encoraja a descobrir as maravilhas da vida e a que está de braços abertos para abraçar na chegada.
Agora o Justin Bieber tem três novos fãs: meu marido, minha filha e eu, que aprendi a dizer sim, sem medo de ser feliz.

Um sim da mamãe aqui, possibilitou a pequena a se aventurar numa escuna, com o tio que veio visitá-la, pelas fortalezas da ilha de Floripa. Uma aventura incrível.
Olha a carinha curiosa!!! A indignação veio ao descobrir que a ilha de Ratones servia como depósito de enfermos. Foi um passeio enriquecedor....pra nós duas!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Eu corro demais!

Seguimos até um caixa eletrônico, preciso pegar dinheiro para pagar o pedreiro – estamos em meio a reforma do nosso novo apartamento, e como meu marido, o responsável pela tarefinha, está viajando, cá estamos. Arthur me pede para fazermos mais alguma coisa antes de voltarmos para casa. Como já escureceu completamente, pergunto o que ele acha de passarmos numa padaria e comprar algumas gostosuras. Proposta aceita e lá vamos nós.
Com um naco de pão quentinho nas mãos, Arthur senta na cadeirinha, onde o prendo no cinto de segurança (cadeirinha é lei!). Quando me dou conta estou num cruzamento insano no pior horário do dia para estar ali. Confio na sorte, me distraio, ou sei lá o que acontece: bato! Sim, depois de 8 anos de CNH, debutei na traseira de um carro! A dona do veículo desceu do carro bufando, achei que além de bater no carro dela, eu iria levar minha primeira surra de rua! Mostro meu filho com os olhos arregalados na janela e ela se transforma! Chega a esboçar alguns sorrisos. Ufa, descobri o antídoto para a raiva da mulher! Ela deve ser mãe, tinha cara de mãe e age como uma. Mães se entendem.
Quando vê a criança, imediatamente ela se acalma e podemos conversar civilizadamente. Depois de olharmos os estragos, alguns arranhões e amassadinhos em ambos os carros, trocamos telefones. Ela vai embora e eu tento parar de tremer, preciso chegar em casa. Preciso ligar para meu marido em outro estado e contar a novidade.
Confesso que sou rapidinha no trânsito, um pouco impaciente com quem anda no limite mínimo de velocidade, mas me policio para não correr. Mas a verdade é que ando cansada. Há meses tenho o sono interrompido seguidamente por meu bebê que insiste em mamar a noite toda e prefere mil vezes meu peito a uma chupeta. Inclusive abandonou a chupeta no alto de seus 7 meses. Por que usar uma borracha se tem dois peitos quentinhos com leite para sugar toda a madrugada? O resultado é que ando um caco, e por isso, tenho dúvidas se deveria estar dirigindo...
Depois de ligar para meu marido o nervosismo passa, ele me acalma dizendo que isso acontece, que não tem problema, que entende. Fico bem mais tranqüila. Realmente eu ficaria muito chateada se ainda fosse obrigada a ouvir qualquer comentário que não o de apoio. Mas o mal-estar continua. Acho que deve demorar alguns dias para ser superado, impossível estrear em alguma coisa e ficar sem qualquer sensação...
Ainda assim preciso perguntar: que mãe não corre demais?
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Porque hoje é meu dia de não fazer nada
Simm, hoje é sexta-feira!
Dia que por si, já é festivo no meu modo de compreender a vida.
Hoje não faço nada – resolvi com toda a determinação que habita meu ser!!!
Tomei meu café da manhã com a calma dos monges budistas e, antes mesmo que pudesse me refastelar no sofá, resolvi trocar a roupa de cama. Sim, hoje é sexta e as camas merecem estar bonitinhas e limpas.
Tendo feito isso, escolhi um DVD pra assistir com meus pequenos e sem que pudesse dar um tchibum na minha cama cheirosinha, resolvi passar o aspirador assim......na casa toda!
Já com dores nos braços de tanto ir pra frente e pra trás com o bendito eletroportátil, eis que me deparo com o adiantado da hora. Hora do almoço!!! Resolvi fazer tudo fresquinho e na hora, porque hoje é sexta e todo mundo merece um mimo na hora de encher o bucho.
Começa a maratona pra arrumar a Bia pra escola. Enquanto ela toma banho, lavo as louças do almoço, limpo o fogão e, ofegante, parto pra segunda etapa: é a hora do mano tomar banho. Depois de arrumados e penteados é a minha vez de tomar um longo banho de rainha, que dura no máximo 8 minutos.
Fui deixar a Bia na escola ansiando pelo meu momento de não fazer nada.
Coloquei meu pequeno pra sua sesta habitual e corri pra entupetar a máquina de lavar. Vai que o sol resolve desaparecer por mais alguns dias, né?
Pensando em me dedicar ao ócio total e irrestrito, eis que lembro que os banheiros foram esquecidos e corro atrás do tempo perdido. Já com suor pingando e as pernas tremendo, meu filhote acorda cheio de amor pra dar.
Ok. Mamãe foi lá e lhe fez uma super vitamina de frutas. A mais vitaminada de todas. Viva eu! Lavei a louça, porque nada, eu disse N-A-D-A poderia atrapalhar o meu dia de não fazer nada!
Engraçado como o dia passou sem que pudesse pôr em prática meu infalível plano de me dedicar ao ócio criativo. E no exato momento em que sento meu corpinho tremilicante de cansaço no sofá e solto um loooooongo suspiro, o marido liga, dizendo que naquele dia, naquele justo dia, ele não poderia pegar a Bia na escola. Dando bufadas dignas de um búfalo em fúria, arrumei o pequeno e fomos cumprir mais essa tarefa.
E a noite, sabem como é, né? Aquela tranqüilidade habitual de: JANTA – BANHO- LOUÇAS –- HISTORINHAS – CONVERSINHA - BRINCADEIRAS- TROCA DE FRALDAS e SONO.
Fui dormir o sono dos justos, sonhando que meu dia de não fazer nada há de chegar. Porque sim, queridas-leitoras-amigas, eu mereço!!!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Copa do Mundo
Pensei e repensei o que escrever neste primeiro post e cheguei à conclusão que só consigo falar da Copa! Não! Não pense que sou fanática por futebol (até já fui um dia...), mas falar das coisinhas que envolvem a primeira copa do seu filho! Tá, a segunda, mas na primeira mesmo ele tinha dois meses e só queria saber de mamar! Desta vez quis fazer para ele um momento bem especial e acho que consegui. Agora todo dia ele acorda e pergunta se vai ter jogo do Brasil!
De futebol ele entende bem pouco, sabe só o que é gol, que caiu na área é pênalti, caiu no meio é falta... O que ele entende (e adora) é brincar com os amigos e de decorar a casa para festa. Passou uma semana em volta de mim perguntando se a gente não iria enfeitar a casa, tinha que ser por dentro e por fora... Eu obviamente, na correria danada só fiz isso no dia do primeiro jogo do Brasil, ou melhor, horas antes do jogo começar e ainda bem que tive uma parceira de arrumação, né Carlinha?
Apesar dos atropelos do dia-a-dia, tento sempre colocar um charme, um detalhe, um carinho em tudo que faço, mesmo nas coisas mais simples... Acho que na vida não se pode perder o encanto! Claro que nem sempre é possível por conta do corre-corre, mas no fundo dou conta e fico feliz da vida quando meu filhote olha para mim, no fim do dia, quase dormindo e diz: “Mãe, amei este dia!” Não tem preço essa sinceridade infantil!
Reuni em casa alguns amigos e filhos, que estarão aqui neste blog falando muito das suas correrias. Confiram algumas fotinhos dos jogos lá em casa.








