Por isso...

Aqui teremos papos, desabafos, dicas, receitas e tudo que possa facilitar nossa correria diária de ser mulher, mãe e tal
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A história de alguém que corre demais


Joana D´arc - guerreira e santa. Pessoa que nunca deixou
de acreditar em seus ideais

Envolvida com os preparativos para o Natal e a minha faxina pessoal com o ano que está prestes a iniciar, esqueci de comentar com vcs a minha viagem de férias. Pois é, nesse exato momento, estou em Fortaleza - minha cidade natal.

E ontem tive o privilégio de me encontrar com uma amiga dos tempos de colégio. E essa é daquelas amizades que tem história. Ela sabe muito de mim e eu sei muito dela. Não o suficiente para me surpreender com sua trajetória de vida....de luta!

A família dela é pequena: pai, mãe e um casal de filhos. Após sucessivos derrames e enfartes, seu pai foi aposentado por invalidez. Um triste golpe, para quem se habituou desde muito cedo a trabalhar.

Temendo algo pior por conta de uma forte depressão que se abateu sobre seu gigante, minha amiga, abriu mão de algo que ele próprio ajudou a conquistar: infelizmente teve que abandonar a faculdade, pois coube a ela ficar ao lado do pai, que não entendia o fato de ela estar em casa "sem fazer nada". Engolia a seco os protestos dele, por não poder confessar seu gesto de amor, de abnegação.

Daí começou a lutar, trabalhando para ajudar em casa, revezando com a mãe em empregos incertos e pouco rentáveis. Ao seu lado, um namorado - hoje marido - que conheceu ainda na adolescência. Até que um dia, resolveu explorar seus dotes culinários. Fez cursos. Aprimorou-se e abriu uma confeitaria, ainda modesta, chamada Mandacaru - confeitaria do sertão. A razão do nome? Ela me disse que o mandacaru quando floresce no sertão, é a esperança da chuva, esperança da fartura! Apropriado - achei.

Nessa nossa conversa, em que ela tentava me colocar a par de tudo o que aconteceu nesses últimos dois anos em que pouco nos falamos, uma história me chamou a atenção: num dia desses de dificuldade financeira, com a luz prestes a ser cortada, sua mãe lhe deu 100 reais para que regularizasse a situação.

Como sabia que sua mãe estava destapando um buraco pra cobrir outro, ela decidiu usar esse dinheiro para outro fim. Correu no supermercado, comprou ingredientes necessários para fazer sanduíches, encheu um isopor e foi vender na praia, já que aqui era época de pré-carnaval. De 100 reais ela conseguiu fazer 800!!! Pagou suas dívidas e deu para mãe muito mais do que esta havia emprestado.

Gente que luta e não tem medo de correr atrás. E Deus sempre olha para essas pessoas....tudo é uma questão de tempo. Não o nosso, mas o tempo Dele.

O nome da minha amiga guerreira é Joanna D´arc, não à toa. Casada, mãe de um menino...ou melhor, de tão maternal e cuidadora que ela é, me arrisco a dizer que ela é um pouco mãe de todos que a cercam.

Pessoas assim, enriquecem a minha vida e me inspiram a continuar acreditando.
Um 2011 pleno de realizações, felicidade e de esperança - é o que desejo a vcs.
Força e fé.

Beijos








quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Preconceito e discriminação no Twitter - em que ano nós estamos?

Vocês devem ter ouvido falar da Mayara Petruso, a filhota de Hitler, afilhada de Mussolini, que apregoou sem pudores, o preconceito contra os nordestinos, logo após a eleição de Dilma Roussef à presidência do Brasil.



Pois bem. Como única nordestina desse bloguito, me sinto no direito de demonstrar o meu repúdio. Não quero levantar bandeiras políticas, muito menos fazer um estudo social-geográfico, pois não sou abalizada para tanto.

Vou falar com meu coração cearense, pura e simplesmente. De uma realidade, sofrida que conheço de perto.
A seca maltrata o sertanejo desde sempre, mas seria ingenuidade culpar as intempéries climáticas. Acredito que a seca, que ainda assola o sertão do nordesde, é política! E as pessoas que lá sobrevivem, são a massa de manobra. Isso já está começando a mudar...

E por falta de políticas públicas, de empregos, sobrevivendo de uma agricultura de subsistência e, buscando uma "oportunidade", o nordestino deixa sua terra para trabalhar arduamente em outras que lhe prometem "o de comer". E, cheios de coragem e com o coração cheio de esperança, embarcavam nos paus-de-arara rumo ao sul. Muitas vezes, enterravam seus entes queridos pela estrada, por não aguentarem a fome, a sede....

Foto tirada em Quixadá - sertão do CE - pelo
fotógrafo Queiroz Neto

Culpam o nordestino por deixar a sua terra pra buscar oportunidades em outra. E os imigrantes? que saíram de seus países fugindo da guerra e da fome? Os italianos, os poloneses, os italianos, os alemães, os austríacos e tantos outros que, aportaram em solo brasileiro porque acreditaram que encontrariam aqui, paz e prosperidade; que também viram entes queridos morrerem de pestes nos porões dos navios? A meu ver, apesar do momento histórico distinto, a situação é muito semelhante.

Nordestino não é gente? É um povo cansado, massacrado pelo sol inclemente; que aprende desde cedo a conviver com as perdas; com a sede, com a fome. Que vive sem esperanças, que traz nos talhos da face, as alegrias que não pôde ter, que não perde a fé, que se arrisca, que tem CORAGEM, que mesmo contrariado, acredita que a vida pode valer a pena; que trabalha, que produz! Que parte, só pensando em voltar........



Não à toa, o fotógrafo, Queiroz Neto, batizou essa foto
de: Firmeza. Palavra correta para caracterizar um
sertanejo.

À Mayara, os rigores da lei. E que sirva de exemplo para coibir propagação de preconceito e xenofobia de qualquer ordem, nas redes sociais.

*****************

Quem cantou lindamente um poema de Patativa do Assaré, chamado A Triste Partida - foi Luiz Gonzaga. Um dos maiores poetas populares que temos e que, mesmo tendo passado apenas seis meses na escola, é estudado em Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.

É mais que uma música, é um lamento.

A Triste Partida Luiz Gonzaga

Patativa do Assaré

Meu Deus, meu Deus
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, ai

A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, ai

Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois a barra não tem
Ai, ai, ai, ai

Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"
Ai, ai, ai, ai

Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai

Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai

Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai

E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai

Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
Ai, ai, ai, ai

O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai

No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai

De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
Ai, ai, ai, ai

E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai

E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai

Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai

Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai

Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai

Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus

O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai
Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
À lama e o paul
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul
Ai, ai, ai, ai

E pra quem quiser ouvir:
 


Vamos pensar grande, com Dani Dinky Doo? Vamos deixar de lado as rixas bairristas e lembrar que somos todos BRASILEIROS.

Ah! o contato do fotógrafo (meu cunhado) aqui.
E notícias do caso Mayara aqui e aqui.
E o link do texto super lúcido do José Barbosa Júnior - Calem a boca, nordestinos! - que circulou pela net, aqui

Por falar em twitter, também estou por lá: @DanieleBt. Me tuíta!

É isso, pipou.
Beijos com sabor de rapadura

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De repente: Aracaju!!!!!

Talvez muitas pessoas não ouçam muito a respeito desta cidade, que é a capital de Sergipe, e que pertence ao Nordeste, mas, eu desde pequena escuto este nome, por ter um parente por lá. Então, a minha curiosidade sempre foi grande em conhecer este lugar.
De repente, em uma das viagens de trabalho do meu marido surgiu a oportunidade de o acompanharmos e lá fomos nós arrumar as malas e correr contra o tempo, que era curto...
Para o Gabriel tudo era novidade, ele amou ver as nuvens em formas de “algodão”.
Voamos de Florianópolis, em conexão com São Paulo, Salvador, Aracajú. Para criança foi um pouco cansativo, mas em São Paulo o Gabriel não deixou escapar a chance de dar uma olhada em uma livraria e levar um livro de presente, rsrsrs...

Chegando em Aracaju, paguei um "mico". Porque? Fui de botas, sim, porque em Floripa estava frio. Rsrsrs. Mas só em Floripa, né? Nem preciso dizer que fui atração turística ao chegar no aeroporto, rsrs. O céu azulzinho, o calor fervia e os meus pés também.
Até o trajeto para o hotel fui espiando a cidade pelo caminho. Gostei bastante, avenidas largas, cidade limpa, praias, muitasss praias.
Chegando no Hotel fomos recebidos por um macaquinho (para combinar com meu mico...), que veio pulando de longe ao nosso encontro, Gab adorou!!!
Passamos seis dias por lá e realmente me surpreendi com o que foi possível conhecermos, até porque, não fui com o intuito de passar férias e sim suprir um pouco da carência do Gabriel em relação ao pai, devido as constantes viagens. 
Ora, passeávamos eu e Gab, ora passeava a família toda, o trabalho do marido precisava ser respeitado. Tudo deu certo e ficou equilibrado.
E, agora, mostro para vocês um pouquinho de nossas aventuras na cidade das "Araras e dos cajus", espero que gostem...
Portal da cidade
O famoso macaco e a sua família.
Mercado Público e Gabriel posando de nordestino.
Artesanato local. Gabriel e seu presente especial: uma carroça de madeira.
Hotel e a praia de Aruanã que ficava em frente, com faixa de areia enorme!
 Culinária: Pitú, Sururu, caldo de macaxeira e escondidinho de carne seca
Passeio de catamarã com destino a Mangue Seco, cartão Postal da Bahia.
Dunas de Mangue seco (terra da Tieta do Agreste) e passeio de bugue.
Delícias de caranguejos!!!
Conhecendo uma casa de forró...
Alimentando os peixes na lagoa e Gab brincando no parque da criança.
Projeto Tamar e Orla de Atalaia com chafariz colorido.
Projeto Tamar, com direito a família de tubarões e aquários diversos.
Visitando o zoológico da cidade.
...e voltando para casa. Cansados mas, a viagem valeu a pena!!
Uma viagem muito agradável e super recomendada para quem for dar uma passeadinha pelo Nordeste. Em respeito ao Gabriel, não foi possível irmos até o Rio São Francisco, para conhecer o maior Cânion navegável do mundo, o Xingó,  seria cansativo e quente demais para ele, porque fica no sertão. Quem sabe daqui um tempinho quando ele estiver maior, possamos ver de perto esta maravilha.
Fica aí a dica!
Beijocas no coração!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

E as férias terminaram...

As férias de julho foram curtinhas para mim, somente duas semanas, mas é sempre muito bom tirar o pé do acelerador e descansar um pouquinho...
Colocar as pernas para o ar, dormir muitoooooooooooooo, assitir um filme embaixo do cobertor e comer pipoca agarradinha com a família não tem preço, coisas simples, mas que fazem um bem danado.

O finzinho das férias teve ares gelados e gostinho de vida simples no campo. Fomos para o sítio dos meus pais na minha querida Lages, sentir o ar puro e ganhar o beijo do sol, escutar os passarinhos e o barulho da cachoeira. Privilégios encantadores para espantar o stress da correria diária que vivemos na cidade.
Apesar da minha necessidade particular e urgente de ter férias, sempre penso na alegria do meu filho em primeiro lugar, nada mais gratificante do que ver sua felicidade nas descobertas que faz e de ter prazer nas aventuras,seja na simplicidade de observar um bezerrinho se alimentando,
ou perceber a diferença do volume d’água da cachoeira após um dia de chuva, ou então, conhecer uma pinha e curtir o calor da lareira...
Aproveitando o momento que estávamos reunidos em família, convidei-os para resgatarmos mais um pouquinho da nossa cultura (vocês já perceberam o quanto eu gosto das minhas raízes...).
Há muitos anos eu ouço meu pai falar da sapecada de pinhão, mas nunca havia presenciado uma, então era hora de fazermos, já que lá no sítio tinha tudo do que precisávamos. Então, fomos todos juntar galhos de grimpa (galhos secos de pinheiro que caem no chão), quando já havia uma quantidade considerável era hora de pegar pinhões, para acomodar sobre os galhos e acender o fogo.A fogueira ardeu, mas os gritinhos de alegria e olhos brilhantes do Gab ecoaram com mais ênfase na mata. Depois que o fogo se apagou, saboreamos o pinhão sapecado, quentinho, e o melhor de tudo foi receber um beijo do Gabriel e ouvir : - “Obrigado mamãe por nos trazer no sítio”...
Para mim valeu as férias inteiras!!!
E, para comemorar, preparamos um delicioso ent
revero, prato típico da região serrana, regado a ponche de vinho (que contei a receita em post anterior).
Entrevero
• 2 1/2 kg de pinhão cozido e descascado
• 1 kg de carne suína
• 1 kg de alcatra e frango

• 500 g de bacon
• 1 kg de lingüiça calabresa
• 200 g de cebola de cabeça

• 1 dente de alho
• 5 colheres de molho shoyu
• Sal a gosto
• 6 colheres de óleo
• 1/2 pimentão verde

• 1/2 pimentão vermelho
• 500 g de tomate
• Tempero verde a gosto

* Picar todos os ingredientes e colocar em uma panela de ferro. Colocar todas as carnes, o óleo e o sal e refogar por aproximadamente quinze minutos. Colocar todos os outros ingredientes e refogar por mais quinze minutos. Novamente, sempre mexendo. Bom apetite.

Exatamente hoje, dia 02 de agosto volto ao trabalho
, com as “baterias” renovadas, pois a correria começou!!!
E o Gabriel? Ele vai ficar mais alguns dias na casa de sítio dos avós, pois quer brincar e se aventurar mais um pouquinho, ainda quer aprender a tirar leite da vaca. Muitas descobertas ainda contará pra esta mamãe que já está morrendo de saudades e preocupada porque o frio pode chegar a -3,0°C esta manhã, mas o coração dele estará bem aquecido com as histórias que o vovô irá contar...


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Enfim, férias



É isso aí, minha gente, as férias chegaram!!!! (dancinha)
E eu vou viajar!!! (mais dancinha)

Escolhemos o destino: Buenos Aires. Uma cidade romântica, destino de muitos casais em lua de mel. Lugar perfeito pra mim, meu marido e ...........meus filhos!!! Peraí, filhos? Sim, eles vão conosco. Será uma lua de mel em família. Momento de se desligar de tudo, de largar a rotina, de fortalecer laços.

Fizemos pesquisa em várias agências de viagem e percebemos que os pacotes oferecidos eram todos muito iguais. E, óbvio, nada que incluísse criança! Decidimos viajar por conta própria e bolar nosso próprio roteiro. Ao invés de um luxuoso hotel, optamos por locar um apartamento por temporada. Existem várias imobiliárias oferecendo esse serviço e nós escolhemos essa aqui. Isso garantiria mais conforto e me deixaria mais a vontade para preparar comidinhas pros pequenos durante a noite, onde pretendemos desacelerar e de quebra, ofereceria um ambiente mais acolhedor, menos impessoal.

Viajar já exige planejamento. E com crianças, este deve ser minucioso. Nas minhas pesquisas pela internet, me deparei com um blog maravilhoso, cheio de informações sobre programas para serem feitos em família, de uma jornalista que vive em BUE e tem dois filhos, like me. O texto dela é maravilhoso e completo, com endereços, horários de funcionamento, melhor dia para visitação e preços. Além disso, ela disponibilizou links super úteis, que dá para saber do clima a cotação do peso! Isso não é um luxo?

O próximo passo e mais difícil seria o de montar o roteiro. Compilei todas as informações relevantes e procurei mesclar interesses de adultos e de crianças. E, olha, me surpreendi com a infinidade de atrações pros pequenos! Obviamente, esse roteiro vai nos nortear, não devendo, portanto, ser cumprido com rigor espartano. Tudo vai depender da disposição dos filhos para cumpri-lo. Não podemos e não devemos forçar a barra! Tudo tem que ser leve e descontraído, afinal, estamos de férias.

Aqui algumas dicas para quem viaja com crianças:

•Sempre que viajo de avião, levo o kit passatempo: brinquedinho preferido + gibis + livros para colorir + giz de cera. O que não vale é andar desprevenida. E, sempre faço uso desse kit durante os passeios também. É bom levar uma muda de roupa. O DVD portátil pode ser um grande aliado para vôos mais longos, com conexões, escalas. Importante ressaltar, que é prudente levar um fone de ouvido, para não incomodar os outros passageiros.

•Sempre escolho vôos que coincidam com o horário de sono deles. E tem dado certo.

•Nunca confio no lanche oferecido durante o vôo. Tenho sempre comigo caixinhas de suco, frutinhas desidratadas e alguns biscoitinhos. Se seu filho for bebê, e precisar consumir papinhas, mamadeiras, os comissários de bordo esquentam sem problema.

•Durante os passeios, tenho sempre a mão biscoitinhos e barrinhas de cereal. Com isso, dou uma controlada na fome até achar um lugar pra comer.

•Apesar de meu filho mais novo ter dois anos, optei em levar o carrinho. (estilo guarda-chuva. Leve e prático). Acaba sendo uma base de apoio. Você também tem direito a levar o carrinho do seu filho até a aeronave. Assim, quando você chegar ao seu destino, já sai chique e bela empurrando-o porta afora.

•Procurar entender a viagem do ponto de vista dos pequenos é uma grande sacada. Os passeios podem ser mais produtivos e eles podem aprender de forma lúdica sobre a história do lugar e de seus moradores. Uma dica que vi na net, é montar uma caixa de lembranças da viagem. A criança vai enchendo a caixa com tudo o que ela achar válido para lembrar essas férias depois. Vale entradas de museu, de cinema, pedrinhas, brinquedinhos, embalagem das guloseimas que mais gostou.... a la vontê.

•Não querer ter a mesma rotina que tem em casa é fundamental para evitar problemas. E a alimentação com certeza não vai ser a mesma que se tem em casa. Isso é fato!

•Levo uma farmacinha básica pra não passar apuros.

•Uma coisa que preciso me controlar: não tentar fotografar tudo o tempo inteiro. Porque, né? Não rola muito, gera estresse e você acaba não aproveitando o presente. (viu, D. Daniele? Controle-se!)

•No mais, é incorporar o Indiana Jones e encarar tudo com leveza e jogo de cintura para desfrutar os bons momentos. Espírito de aventura, companheiras!!! Fé em Deus e tudo sempre acaba dando certo.

E vocês, queridas-amigas-leitoras? Tem mais alguma dica preciosa para compartilhar?
Desejem-me sorte e até a volta.