Hoje o lixo é realmente um problema mundial. Tanto o orgânico quanto o reciclável.
Nem tudo que é reciclável é devidamente reciclado, e fica perdido pelo mundão, demorando anos e anos para se decompor, e poluindo nosso pequeno grande planeta.
Uma vez até apareceu na TV o lixão do mundo em pleno oceano pacífico. Lá estavam trocentas latas, garrafas, enfim, coisas que poderiam ter sido recicladas, ao invés de lançadas ao mar, e muitas vezes virando comida de tartarugas marinhas, e por conseqüência causando sua morte.
Que absurdo não? Uma latinha de refrigerante ou cerveja, que num determinado momento, te proporcionou alguns instantes de puro prazer, do outro lado do oceano fazem animais morrer agonizando. Animais que demoram anos e anos pra alcançar a vida adulta. Animais em risco de extinção. Animais indefesos. Tão indefesos que uma sacolinha de supermercado pode levá-los ao fim.
E não paramos de produzir esse lixo, e lançá-lo à natureza sem critério algum.
Infelizmente não é cultural para nós separar devidamente todo o lixo reciclável, como é feito em alguns países mais desenvolvidos (no Japão, deve-se lavar e acondicionar cada tipo de lixo – plástico, lata, isopor, etc – em seu saco de lixo específico com o nome do “dono do lixo” escrito. Os sacos são comprados no supermercado, e só se o lixo estiver corretamente acondicionado a prefeitura leva. Do contrário, o lixo volta pra sua porta e, ou você arruma o lixo ou paga uma multa).
Além disso, tem o lixo orgânico, né? Lixões pelas grandes cidades, acumulam uma montanha de lixo em decomposição, que em alguns casos, se transforma em local de trabalho de pessoas que reviram aquele monte em busca de algum reciclado ali perdido. Ou restos de qualquer coisa. Quem nunca viu aquele documentário: “Ilha das Flores” (desculpem, não lembro o nome do diretor). Vi na escola. Chocou-me e lembro até hoje das cenas fortes de crianças e adultos em lixões.
Bom, e aí, falar é fácil né? Criticar todo mundo critica... De quem depende que as coisas mudem? Do governo? Não!!!! De cada um de nós.
Eu confesso, não andava separando 100% do lixo da melhor maneira possível. E com esse assunto voltando à tona pra mim, ontem já separei tudo certinho. E pretendo readquirir esse hábito, para repassar isso para minha filha, vizinhos, enfim, quem puder ser alcançado por essa onda de consciência ambiental.
Algumas cidades têm coleta seletiva, outras, os carroceiros se encarregam de levar, ou existem cooperativas de recicláveis em que podemos levar também.
Não custa nada separar as latas, garrafas pet, vidros, isopor, caixinhas de leite e afins... dar uma enxaguada para tirar o resto de alimento, para não atrair moscas e outros insetos. Acondicionar numa sacola, de preferência transparente, para que se possa identificar o conteúdo (evitando que um carroceiro destroce um saco de lixo com orgânicos e recicláveis misturados para fazer sua própria seleção).
Ah, e lembre-se: deixe o lixo no dia correto de coleta, evite deixar o lixo dormir na rua pois animais moribundos podem destroçar o saco em busca de resto de alimentos e na frente da sua casa vai ficar o resultado da “pressa” em se livrar do lixo antes da hora.
Se cada um fizer um pouquinho, esse pouquinho vira um poucão.
E vamos que vamos, criar essa consciência e adotar de verdade, passar para os filhos, amigos, parentes etc.
Só assim podemos ter esperança de que o mundo ainda vai ser bom pros nossos filhos e netos.
Beijos!
















































