Por isso...

Aqui teremos papos, desabafos, dicas, receitas e tudo que possa facilitar nossa correria diária de ser mulher, mãe e tal

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Joanna Cardoso Marcenal

O Post de hoje faz parte da blogagem coletiva que pede justiça em mais um caso absurdo.
O post foi retirado do Blog da Ly Melo



“Todos os dias vejo o sorriso no rosto de uma criança.
Um sorriso cálido, cheio de sonhos e desejos.
Ela me chama de mãe, me abraça e me transmite o
maior amor do mundo. Todos os dias luto por ela.
Cuido, amo incondicionalmente.
Todos os dias penso em como será a sua vida,
num mundo cheio de problemas,
mas também cheio de maravilhas.
Todos os dias lembro de como foi tê-la em meu ventre,
imaginar seu rosto e sentir seus movimentos.
Todos os dias vejo como ela cresce, se movimenta,
aprende palavras e se relaciona com as outras pessoas."

Vocês já pensaram se isso tudo lhes fosse retirado de uma hora para outra? Já pensaram no berço vazio? Já pensaram em não acordar mais cedo ou passar noites em claro pela falta de SEUS FILHOS? Fechem os olhos e pensem nisso. Sentiram um medo terrível só de pensar? Agora abram seus olhos e olhem para seus filhos. Sentiram um alívio tremendo?
É MÃES, a Cris está com o berço vazio!!!! E o coração cheio de uma dor insuportável.

Quando ela fecha os olhos e abre de novo, sua filha não está mais lá. O alívio não vêm e a dor continua.
Para a Cris, essa dor vai continuar sempre! Não haverá justiça no mundo que apague a dor pela filha que se foi.
Se não levantarmos nossa voz para deixarmos bem claro que a decisão da justiça foi falha, que NENHUMA LEI AFASTA A FILHA DE UMA MÃE POR 90 DIAS, que um médico ou hospital errou muito por deixar que um estagiário cuidasse de uma menina que precisava de cuidados de um profissional muito bem treinado e com experiência, além de outros absurdos no caso de JOANNA... Vocês já leram sobre o caso? Já sabem o que está acontecendo? Se não levantarmos nossa voz para isso tudo, qual legado deixaremos para os nossos filhos? Que ter influência e dinheiro é tudo na vida? Que essa influência pode superar o amor e a dor?
Há leis para tudo hoje em dia! Leis criadas para nos protegerem. E quando não são, como foi o caso de JOANNA?
E se fosse com você, o que faria? O que você gostaria que fizessem por você? Então MÃES, levantem SUA VOZ. Ajudem, repassem, escrevam suas palavras. Mas façamos algo, antes que um dia nada se faça por NÓS e pela perpetuação da ajuda mútua. Do amor ao próximo.




"Nada pode apagar a passagem da Joanna neste mundo.
Nem a dor de sua perda. Nem o amor que plantou em sua mãe.
Nada pode trazê-la de volta. Nada.
Mas podemos lutar para que outras Joannas não
sejam vítimas de uma injustiça. Todos os dias."
Não conhece o caso?

Beijos


domingo, 29 de agosto de 2010

Lixo - um problema mundial - vamos ensinar nossos filhos!!!

Fonte: Marcelo Casal Jr - Agência Brasil

Esses dias eu estava vendo TV e me deparei com uma matéria sobre “lixo”. Ele continua sendo produzido em excesso nas sociedades ocidentais, e nem sempre é tratado com a devida preocupação.
Hoje o lixo é realmente um problema mundial. Tanto o orgânico quanto o reciclável.
Nem tudo que é reciclável é devidamente reciclado, e fica perdido pelo mundão, demorando anos e anos para se decompor, e poluindo nosso pequeno grande planeta.
Uma vez até apareceu na TV o lixão do mundo em pleno oceano pacífico. Lá estavam trocentas latas, garrafas, enfim, coisas que poderiam ter sido recicladas, ao invés de lançadas ao mar, e muitas vezes virando comida de tartarugas marinhas, e por conseqüência causando sua morte.
(Fonte: revista Época)

Que absurdo não? Uma latinha de refrigerante ou cerveja, que num determinado momento, te proporcionou alguns instantes de puro prazer, do outro lado do oceano fazem animais morrer agonizando. Animais que demoram anos e anos pra alcançar a vida adulta. Animais em risco de extinção. Animais indefesos. Tão indefesos que uma sacolinha de supermercado pode levá-los ao fim.
E não paramos de produzir esse lixo, e lançá-lo à natureza sem critério algum.
Infelizmente não é cultural para nós separar devidamente todo o lixo reciclável, como é feito em alguns países mais desenvolvidos (no Japão, deve-se lavar e acondicionar cada tipo de lixo – plástico, lata, isopor, etc – em seu saco de lixo específico com o nome do “dono do lixo” escrito. Os sacos são comprados no supermercado, e só se o lixo estiver corretamente acondicionado a prefeitura leva. Do contrário, o lixo volta pra sua porta e, ou você arruma o lixo ou paga uma multa).
(Fonte: Site Folha)

(Fonte: Funverde)

Além disso, tem o lixo orgânico, né? Lixões pelas grandes cidades, acumulam uma montanha de lixo em decomposição, que em alguns casos, se transforma em local de trabalho de pessoas que reviram aquele monte em busca de algum reciclado ali perdido. Ou restos de qualquer coisa. Quem nunca viu aquele documentário: “Ilha das Flores” (desculpem, não lembro o nome do diretor). Vi na escola. Chocou-me e lembro até hoje das cenas fortes de crianças e adultos em lixões.

Bom, e aí, falar é fácil né? Criticar todo mundo critica... De quem depende que as coisas mudem? Do governo? Não!!!! De cada um de nós.
Eu confesso, não andava separando 100% do lixo da melhor maneira possível. E com esse assunto voltando à tona pra mim, ontem já separei tudo certinho. E pretendo readquirir esse hábito, para repassar isso para minha filha, vizinhos, enfim, quem puder ser alcançado por essa onda de consciência ambiental.
Algumas cidades têm coleta seletiva, outras, os carroceiros se encarregam de levar, ou existem cooperativas de recicláveis em que podemos levar também.
Não custa nada separar as latas, garrafas pet, vidros, isopor, caixinhas de leite e afins... dar uma enxaguada para tirar o resto de alimento, para não atrair moscas e outros insetos. Acondicionar numa sacola, de preferência transparente, para que se possa identificar o conteúdo (evitando que um carroceiro destroce um saco de lixo com orgânicos e recicláveis misturados para fazer sua própria seleção).
Ah, e lembre-se: deixe o lixo no dia correto de coleta, evite deixar o lixo dormir na rua pois animais moribundos podem destroçar o saco em busca de resto de alimentos e na frente da sua casa vai ficar o resultado da “pressa” em se livrar do lixo antes da hora.
Se cada um fizer um pouquinho, esse pouquinho vira um poucão.
E vamos que vamos, criar essa consciência e adotar de verdade, passar para os filhos, amigos, parentes etc.
Só assim podemos ter esperança de que o mundo ainda vai ser bom pros nossos filhos e netos.
Beijos!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ler é muito bom...

Era uma vez um menino que adorava livros... Meu filho sapequinha é a minha inspiração mais uma vez para o post de hoje... Arrumando a baguncinha de todo dia me deparo com livros, brinquedos, livros, brinquedos e mais livros espalhados pelo apartamento todo. Ao mesmo tempo que sinto uma agonia com tantas coisas espalhadas eu ainda comemoro no meio da bagunça, a alegria de encontrar tantos livros por aí!!!! Rsrsrsrsrs... Criança de três anos é inquieta por natureza, incentivo sempreeeeeeeeeeeee o Gabriel a guardar suas coisas, mas ao mesmo tempo que ele guarda, já tem mais coisas perdidas pelo caminho, aiaiaiai é um tal de “dai-me paciência Senhor“ a toda hora... Mas voltando a comemoração dos livros, tenho que contar toda orgulhosa que meu filho é sim, um amante de livros. Viva, viva, viva!!!!!
Claro, tudo conspira para esta paixão, mas confesso que nunca empurrei livros para ele como uma obrigação e sim um prazer e muitas vezes eu não fiz NADA!!! A três quadras de onde eu moro tem uma Biblioteca Pública, eu trago livros para casa, na escola existe um empréstimo semanal para os alunos e o pai do Gabriel conta histórias para ele todos os dias, então tudo ajuda. Como professora de Educação Infantil, livros aqui em casa é o que não falta, já faz parte do “habitat” do Gabriel, estou sempre com um na mão para pesquisar, pensar nas minhas aulas e consequentemente quando sobra tempo, contar a história para meu pitoco. Mas confesso que a correria é tanta que é ele quem vem atrás de mim cobrar a história que não contei...
Para criança gostar de livros é necessário que os pais também gostem deste hábito, mas não precisa necessariamente estar com um livro na mão a toda a hora, ser professor ou morar perto da Biblioteca Pública. Uma simples revista já serve (estas são minhas preferidas). Um ponto chave é deixar os pequeninos manusearem os livros, amassar, rasgar, faz parte, aos poucos eles aprendem a cuidar. Criança aprende por imitação e vão ficar estimuladas a fazer o que pai e a mãe fazem, são seus ídolos não é?
Lembro de uma vez que ia num parque infantil com o Gabriel quando ele mal havia completado dois anos e na saída ele viu uma revista (das minhas pedagógicas com imagens infantis) e largou tudo e correu até ela, quando eu o questionei para irmos ao parque ele falou:
- agora não posso mamãe, estou “lendo” esta revista!!!!!!!! Sim, com esta pouca idade o vocabulário dele já era grande e a pronúncia das palavras já eram corretas. Conversar e contar histórias para seu filho é muito importante, mas falar as palavras corretamente é melhor ainda!!! Histórias que envolvem esta paixão do Gab são muitas, que não caberiam aqui, mas em uma delas, envolvem peripécias para me “enganar”, no bom sentido. Gabriel quando vai fazer o “número dois” no banheiro adora pegar sua caixa de livros (esta é a que fica no banheiro) e quando ele já não precisa mais ficar lá sentado eu o chamo e ele sempre diz que vai fazer “mais um pouquinho”, então eu percebo que é só para ficar “lendo”. Acreditem ou não, ele leva livros para dormir agarradinho, leva para o carro e os deixa na cadeirinha aguardando-o na volta da escola, leva para os passeios e assim por diante... Sem contar que é uma loucura quando vamos a um certo shopping daqui e ele sabe que lá tem uma mega livraria, com espaço kids para as crianças conhecerem os livros a vontade, então uma hora no mínimo é sagrado ficar por lá...
Ah, e as histórias que ele conta? São cheias de emoções, aventuras, criatividade e são tãooooooooo longasss, que inflam esta mãe de orgulho...

Não sou daquelas mães afoitas para alfabetizar o filho e ensinar todas as letras, se isso acontecer logo, vai ser naturalmente, por que partiu dele... por enquanto vou observar o meu pequenino “lendo” as suas histórias do seu jeitinho. Tem coisa mais linda que isso?

Beijinhosss estalados!!!!




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

" A Era das Super Avós"

 

As Super Avós Glória e Rute com o neto primogênito Lucas


Esse era o título de uma reportagem que eu li essa semana, e que me chamou a atenção porque na capa do jornal trazia a foto de uma senhora de uns 60/70 anos, subindo uma escadaria enorme acompanhada dos netos pequenos.

Nem preciso dizer que essa foi a primeira reportagem que li no jornal, queria saber do que falava e principalmente algo a mais da rotina daquela senhora, que apesar da idade, continuava ali participando e ajudando no que podia na rotina dos netos.

Li a reportagem e durante a leitura, percebi como são especiais as avós e o quanto elas fazem bem para a rotina dos nossos filhos, e muitas vezes ajudam mesmo, colocam a mão na massa e tem sim, um papel super importante na educação das novas gerações.

Falo isso por que isso acontece e aconteceu comigo, minha avó materna ( hoje bisavó dos meus filhos), foi e ainda é suuuuper presente na minha vida, e até hoje guardo na memória ótimas recordações da minha infância. Como meus pais trabalhavam muito eu ficava boa parte do dia com ela, e como isso era bom. Lembro que ela fazia brigadeiro escondido e escondia em cima do armário, e eu só podia comer alguns por dia, pq se não podia me dar dor de barriga e ai meus pais iriam descobrir o “nosso segredo”. Coisas bobas, mas que eram feitas com tanto amor e dedicação que valiam muito mais do que brinquedos absurdos ou um passeio caro. 

Hoje em dia, penso que as pessoas estão dando valor a coisas erradas, exemplo: conheço avós que mal visitam os netos, ou sabem da rotina deles, ai chega no Natal e compram um presente caríssimo e pronto, fica com a mente tranqüila achando que fizeram seu papel,pq deram o presente da moda. Não, não estou falando que avó tem q educar ou criar os netos, longe de mim dizer uma asneira dessas, mas q é uma troca de experiências inigualável você participar da vida do seu neto, ah isso eu afirmo com certeza.

Meus filhotes tiveram muita sorte, desde que engravidei do Lucas, a minha família e a do Rômulo criaram um laço muito bacana, e viramos todos uma enorme família, onde cada conquista dos meus filhos é comemorada por ambos os lados da mesma forma.

Fora que minha mãe e a minha sogra são avós raras de se ver hoje em dia. Elas participam, se preocupam, são totalmente presentes na vida deles, e criaram um laço muito importante com eles, que eu garanto que quando eles forem adultos, assim como eu, vão ter na memória momentos deliciosos que passaram ao lado das avós e vão levar isso pra sempre com eles. Atualmente minha sogra, vem todos os dias até a minha casa ficar com os dois, enquanto eu e o meu marido estamos na faculdade, todo esse empenho, pensando no futuro e no bem estar dos dois, para que eles se sintam amados sempre.
Espero um dia, digamos que daqui pelo menos uns 20 anos, ser uma avó bem ativa e participativa na vida dos meus netos, e além disso quero ser bisavó também... e quem sabe tataravó hein?

Ah só mais uma coisinha, minha avó até hoje me visita, umas 2 ou 3 vezes durante a semana ( moramos próximo), e sempre traz um mimo ou como ela mesma diz: “um agradinho para os bisnetinhos” (um chicletinho, balinha ou bolachinha de natal), para os meus pequenos,que ficam eufóricos quando escutam ela chamar meu nome no portão.E até hoje ela fala, que eu sou a “neta preferida” dela, ah depois disso tem como não se sentir muito amada??? rsrs





Vó Rute com o Gabriel, como ela mesma diz "Esse é a minha cara", rs.



Gabriel todo feliz com a bisa Maria.




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cinema para mamães [e bebês]


Essa semana o projeto cinematerna foi lançado em Floripa.
Imagine mais de 80 bebês numa sala de cinema com mamães e – alguns – papais, trocadores, tapetinhos de E.V.A, som baixinho e pouca luz... Imagine soninhos e mamadas em escala industrial, claro, com alguns chorinhos de fundo e um filme rolando na grande tela. Assim foi. E foi ótimo!
Mamães felizes por encontrar um passeio “adulto”que não exclui o filhotinho, felizes por encontrar outras pessoas vivendo o mesmo momento, felizes por partilhar com seu bebê mais um momento gostoso. A experiência foi ótima!
O Rafa, na verdade, já tinha ido ao cinema outras duas vezes: filmes infantis com o irmão, mas o cinematerna foi especial. Era tudo pensado para ele! Na primeira vez que fomos ao cinema, Rafael com quase 2 meses fez o maior cocô da história: eu e ele com as roupas vazadas! Para não abandonar meu primogênito no cinema sozinho, troquei o bebê no colo! Ah se houvesse aquele trocador...
Antes do filme começar o Rafa brincou no tapetinho com outros pequenos. Durante o filme sorriu para todas as pessoas que estavam sentadas na volta e, depois de mamar algumas vezes, dormiu satisfeito. Bebê tranqüilo e mamãe feliz para assistir ao filme.
No mês que vem tem mais e se tudo der certo, lá estaremos!
Rafa, de amarelo, brincando antes da sessão começar:


Fotos:Projeto Cinematerna.

domingo, 22 de agosto de 2010

O primeiro amor a gente nunca esquece, será?

Minha filhota, no alto dos seus cinco anos de idade chega pra mim, num mix de euforia/timidez, e diz que ama o Vítor da Fá!!!! Ãh, como assim? E me pede segredo, e diz ainda que ama “daqui até a lua” e completa falando (e fechando os meus ouvidos pra eu não ouvir, ou seja, ela queria por pra fora o sentimento): “Eu estou apaixonada por ele”.

Caraca, óbvio que eu me segurei pra não gargalhar, mas imediatamente me bateu uma síndrome de repórter investigativa e iniciei uma conversa “desinteressada”, querendo saber como , onde, quando, ou seja, se ela fala com ele e o que que rola afinal (mesmo sabendo que é tudo na mais pura ingenuidade, a minha cabeça adulta precisa investigar e ufa, é só mais uma fantasia de menina que vive assistindo filminhos de princesas que se apaixonam!!!!!).

Vira e mexe a Maya aparece com uma “paixão” arrebatadora. A primeira vez foi muito engraçado, ela acordou e me chamou no quarto pra me contar um segredo, que não era pra falar pro papai e eu, mais que curiosa fui a apressando pra contar. Foi quando ela me falou que estava apaixonada pelo professor de ed. física e novamente comecei a investigação, foi quando ela soltou que era paixão de criança, que ela tinha vontade de abraçá-lo (a Maya é uma criança super carinhosa). O mais engraçado da história é que na época ainda usávamos babá eletrônica e o Fábio ouviu todo o segredo e já ficou sofrendo por antecipação, pensando em quando essas “paixões” se transformarão em paixões de verdade!!

Eu, por minha vez, me pego imaginando as longas conversas que teremos sobre o assunto quando ela entrar na adolescência e vou ter que cuidar pra não fazer igual a mãe do vídeo abaixo, que é a minha cara, kkkkkkkk.


video

Bjkas,


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mandalas para crianças!

Todo menino de 4 anos é inquieto, curioso e desafiador?!?
Bom...não sei se todos são mas o meu é... batendo um papinho com a coordenadora da escola dele sobre os rompantes da idade, ela me deu uma dica bem legal e me emprestou um livro sobre mandalas para crianças. Adorei e já fiquei louca para pintar com o Tau, mas o fim de semana foi cheio de programinhas que faltou tempo para se esparramar com lápis, giz e tintas. Só consegui dar atenção ao livro agora (domingo à noite) e resolvi dividir esta dica com vocês. Assim que tiver nossas primeiras mandalas volto para contar como foi.

“Utilizados em escolas européias há mais de 20 anos, os “desenhos centralizados” mostraram-se extremamente eficazes ao acalmar crianças muito inquietas, melhorar os estados depressivos e atenuar choques emocionais. Apropriadas para todas as idades, as mandalas têm uma eficácia dupla: por um lado, restabelecem e conservam a ordem psíquica e, por outro, a lembrança do centro, sempre presente, auxilia no reequilíbrio dinâmico.” Fonte: Vamos Pintar Mandalas?

Abaixo algumas Mandalas para você imprimir e colorir com seus pitocos...depois passem aqui para contar como foi e mandem as fotinhos para a gente ver.










Para saber mais sobre o assunto

Sugestões de Livros:

Beijos e ótima semana!

domingo, 15 de agosto de 2010

Aventuras e desventuras pelo mundo

Esse mês de agosto está muito frio. Fazia tempo que não me sentia tão congelada. Aí o meu pensamento, que é terra de ninguém, faz mil associações, e cheguei a um lugar bem longe e alto, muito alto....
Então, o dia 15 de agosto no Japão é considerado o dia mais quente do ano, e inclusive, a semana toda é feriado por lá.
E voltando no tempo... no dia 15 de agosto de 2005, ainda morávamos no Japão (na verdade, tínhamos chegado no início daquele mesmo ano) e resolvemos escalar o Monte Fuji. Bom, decidimos uns 2 dias antes, Fabio (meu marido) e eu, e conseguimos uma van de excursão pra nos levar até lá, assim, de última hora.



A escalada ao Monte Fuji só é permitida no verão. Sim, porque em qualquer outra época do ano, ele está coberto de neve e o risco de avalanches e acidentes é enorme.
Falemos do Monte. Ele é um vulcão adormecido. Ou seja, a qualquer momento pode entrar em erupção. Que medo!! Confesso, foi uma dose de adrenalina a mais para a escalada. Imagina se o “bicho” resolve acordar? Uuuuuuiiii! Melhor nem pensar.
Preparamos tudo: mochila, casacos, alimentos, água, energéticos, máquina fotográfica e fòlego. Apesar do dia ser o mais quente do ano, lá no topo, a temperatura era negativa. Então tínhamos que levar roupas extras.
Ele tem no total 3886m de altitude e até 2000 e poucos metros podemos subir de van/carro/ônibus. Tem quem escale desde a base, mas, como estreantes de escalada, fomos de van até um ponto e de lá, pegamos um ônibus que nos deixou enfim no início da aventura.



Começamos às 20h. A intenção era chegar no topo a tempo de vermos o sol nascer. Não é a terra do sol nascente? Então, queríamos, naquele dia, ser os primeiros a ver o sol nascendo.
Os primeiros metros são muito fáceis. Você está com aquele pique, adrenalina a mil, descansado, e vai que vai. Na van da excursão conhecemos outros brasileiros que estavam indo também, e acabamos formando um grupo para subirmos juntos.
A subida é feita em “zigue-zague”, afinal, no geral não tinha nenhum alpinista, aliás, essa é uma coisa muito bacana, tem tanta, mas tanta gente, que você olha pra cima, pra baixo e vê aquela fileira de gente, lanternas, parece com uma procissão. Fora que gente de tudo quanto é idade: digamos, dos 8 aos 80.
Pois tudo ia bem, quando a mochila começa a pesar. O pé no coturno parece que não foi uma idéia tão boa, e o ar vai ficando mais difícil.
Há várias paradas ao longo da subida. É muito bom parar pra descansar. Mas na hora de retomar a caminhada, dá vontade de desistir e descer de volta.
Confesso, na metade da subida eu já estava exausta, meus pés estavam me matando, o frio já estava incomodando e o ar, onde estava o maledeto? A cada 10 passos parecia que tínhamos corrido 100km. Ofegantes. Bom, eu muito pior que meu marido... Afinal, sou “a sedentária”.
As paradas para descansar eram cada vez mais freqüentes. E a cada parada a vontade de desistir crescia. O Fabio foi meu suporte, apoio, líder da subida. Se ele não tivesse me passado tanta confiança, não teria subido nem 500m.
Lembro de alguns momentos divertidos no meio do caos... em uma parada, eu queria vestir uma meia calça extra que tinha levado, pois estava cada vez mais frio. Entrei num banheiro, que era um cubículo. Juro que quase entalei ali. O corpo tava duro de frio, então a agilidade, que já não é boa, foi diminuída pela metade. O espaço era mínimo. E ali eu teria que tirar a calça, com aquele monte de blusas que já estava vestida, colocar a meia calça por cima da outra, e recolocar a calça.
Pôoooo, saí ofegante dali, uma aventura à parte. Fora as pancadas que dei nas paredes sem querer, sei lá o que os japas pensaram enquanto ouviam minha luta ali dentro...
Mas tudo bem, deu certo e saí mais quentinha.
Teve uma hora que o Fabio começou a “cantar” igual a uns vendedores de moti (um tipo de bolinho de arroz). Se for comparar, algo parecido com os vendedores de pamonha em cidade do interior ou em bairro de cidade grande... E uma japonesada que já tava bem pra lá de Bagdá só no saquê, começou a cantar junto com ele.... Pausa pra rir muuuuuito.
Continuando... Quando chegamos mais próximos do cume, tem um portal muito lindo, poxa, é realmente reconfortante, você se sente bem-vindo ao lugar sabe? E é uma antecipação da maravilha que te espera logo ali em cima.
E lá eu já botava os bofes pra fora, meu marido apontando láaaaaaaa pra cima que já dava pra ver as pessoas circulando a cratera, e aí juntei o restinho das forças que ainda tinha e consegui chegar no topo do Monte Fuji!!!
Chegamos por volta das 4h da manhã! Exaustos! Congelados!



Lá em cima estava algo em torno de 10 graus negativos, fora a sensação congelante do vento! Como o Fabio costuma dizer, até o catarrinho do nariz ficava congelado... os cílios brancos... de tanto frio! E lá embaixo... algo próximo de 30 graus. Imagina que choque térmico, ainda bem que a subida é demorada, porque do contrário, a transição seria cruel.
Bom, chegar lá no alto foi tudo. Dei graças a Deus de ter suportado as fraquezas.
Arrumamos um canto pra vermos o nascer do sol, sentamos, pegamos umas pedrinhas vulcânicas pra guardar de lembrança (ainda temos, nosso pequeno troféu), e ficamos esperando a natureza dar seu show, que já se iniciava devagarinho... lá embaixo víamos uns lagos vulcânicos, as nuvens, uma imensidão de céu.... uma coisa indescritível.
O sol nasceu lindo. Perfeito. Deslumbrante. Aqueceu os nossos corações. A sensação de superação, de magia, incrível. A natureza em sua magnitude.
Um dos melhores momentos das nossas vidas.





A subida foi árdua, levou 8h de caminhada, mas valeu a pena.
Depois disso fomos dar um “rolê” lá em cima, em volta da cratera (medonha e enorme!!!), além disso lá tem um templo, uma mini agência dos correios, uma lojinha de souvenir.






E... agora tinha o retorno... Ta certo, dizem que pra descer todo santo ajuda. Mas juro: meus pés estavam destruídos dentro do coturno (olha, gente, devia ter ido de tênis). Eu desci como uma lesma. Fabio às vezes dava uma acelerada e me esperava uns metros abaixo. Eu demorei umas 5/6h pra descer. Lá embaixo, ele me deu uma medalhinha que indicava que subimos os 3886m, como uma recompensa.
E de lá da base, olhamos para aquele monstro! Enorme, gigante, mágico.
Superação total! Realização!



Tenho que lembrar disso mais vezes. Engraçado como o cotidiano faz nossas memórias congelarem. Um dia quem sabe, subiremos de novo, com a Isis. De tênis. E se possível com um cobertor a tiracolo.
Claro que é difícil eu recomendar que todos façam essa escalada. Afinal, é do outro lado do mundo. Mas quem tiver a oportunidade de vivenciar isso, independente do lugar, vá.
Montanhas temos milhares ao redor do mundo.
É muito bom superar esse desafio. É muito bom estar lá no topo. Foi fantástico!

sábado, 14 de agosto de 2010

Correndo pelo mundo!

Primeiramente fiquei super hiper mega honrada em ser convidada pra escrever aqui. Claro que eu não tenho uma vida tão corrida quanto vocês, mamães/profissionais/donas de casa/esposas/mulheres. Mas digamos que, em época de viagem, não levo a vida também assim “na flauta”
Meu marido é jornalista e piloto de testes de longa duração com automóveis. Eu, como fotógrafa (e boa esposa), o acompanho.

Nossa última viagem foi de nada menos do que 40 mil km. (fichinha perto de outras viagens do maridão)
Viemos do México até o Brasil de carro, cruzando 15 países. Mas não é que pegamos o carro e dirigimos em linha reta até aqui. Chegamos de avião na Cidade do México, pegamos o carro e descemos até Belize. Depois subimos novamente até Aguascalientes (norte do México) e novamente baixamos até Guatemala. De lá visitamos El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. Sempre visitando bem o país e indo até suas capitais. Daí chega a hora que muita gente fala: - Ai que legal, que sorte vocês tem, serem pagos pra viajar! Claro, é muito bom e eu aproveitei muuuito! Mas... Tem a parte que ninguém sabe: a correria e as dificuldades!


Primeiro você tem que fazer uma mala concisa. Serão 5 meses de viagem, temperaturas de 0º a 42º graus, Lugar pra lavar roupas??? Esquece! Na viagem toda conseguimos 3 vezes lavanderia. E ai você tem uma mala que cabe no máximo 50 kilos. Conheço gente que morreria já nessa parte! – Não posso levar mais que dois pares de sapatos?? Como assim??? Maridón aqui sempre fala: - Ficou na dúvida entre levar ou não? NÃO LEVE!
O truque é levar cores pasteis, porque combinam entre si. Levar o básico. Jeans, camisetas, meias, calcinhas, casacos e luvas. Meia calça salva a gente do friozão, você põe debaixo do jeans e fica quentinha.Também existem blusinhas do mesmo material, que ocupam pouco espaço na mala.

Na estrada, sou co-piloto, motorista, fotógrafa, assistente de câmera, acessora de imprensa, diretora de design, tratadora de imagens, enfermeira, cabeleireira, contadora, peão, lavadora de camisetas debaixo do chuveiro, ladra de sanduíchinhos do café da manhã, pra economizarmos no lanchinho da tarde e porque não, amante, mulher, amiga e confidente.

A Largada de Aguascalientes
Eu fazendo a contabilidade do projeto
Plaça de Armas Colombia
Primeira vez q vi neve. Topo do Vulcão Cotopaxi, Equador
Passeando pelas ruas de bogotá, Colômbia
11e meia da noite do dia 31/12, vespera de ano novo na Patagônia Argentina.
Nessa época do ano a noite tem somente 3 a 4 horas de escuridão.
Feliz ano novo! Olha lá tras o nosso carro!
mais aventuras no site
Beijos, Jeanne Look

A Je é uma amiga aventureira que sempre nos proporciona imagens lindíssimas e aceitou o convite de dividir conosco parte destes momentos! Adorei ter um pouquinho das suas aventuras e correrias aqui no blog. Obrigada!
Beijos, Beijos
Tati



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Coração de estudante...

Hoje é sexta-feira, 13 de agosto, uiiiiiiiiiiiiiiiiii, vamos nos benzer e falar de coisas boas?Se é para falar de datas, prefiro falar do Dia do Estudante, que foi no dia 11 de agosto. Na verdade eu não consigo deixar de falar, pois é a minha “praia” genteeeee!!!!! 
Estudantes: a cada dia estou com eles, a cada dia VIVO através deles!!!!





Sou “profª” desde 1996, sim, já há um tempinho, tudo passa, tudo muda, mas os corações dos alunos sempre me cativam, me fascinam, me emocionam, me desafiam e... ensinam!!!! Adoro contemplar aqueles olhinhos brilhantes, os sorrisos estampados e a alegria que demonstram com as descobertas. É maravilhoso sentir a confiança dos pais dos meus pequenos ao me entregarem seus bens mais preciosos, mal sabem eles que mais aprendo do que ensino.



Receber um beijo, um abraço dos meus alunos, dos meus estudantes é carinho, alimento para minha alma. Reencontrar ex alunos no pátio do colégio, correndo ao meu encontro ou escutar seus gritinhos no supermercado chamando meu nome é presente dos mais valiosos. Como sou professora de crianças com idade entre três e quatro anos sempre testemunho chorinhos nas adaptações escolares, mas, aos poucos a socialização vai acontecendo, a confiança nascendo... Logo um sorriso tranquilo aparece e o grupo vai se fortalecendo. As brincadeiras diárias são um suporte precioso, pois é através delas que as crianças se expressam, experenciam e manifestam seus anseios, vontades e desejos. Brincando nos conhecemos, brincando aprendemos. Uma história colorida, preciosa e cheia de encantamentos é construída ao longo do ano e ao final dele, quem chora é a professora. Como deixar criaturinhas tão especiais irem embora, seguir para outra turminha? Mas é a vida, por isso é tão bom reencontrá-los no pátio, nos supermercados...
Nesta época da minha vida, o melhor de tudo é estar acompanhando bem pertinho o desenvolvimento do meu filho na escola, ele está na turma da minha colega de trabalho, com a mesma idade dos meus alunos e muitas vezes realizamos o lanche, atividades e brincamos no parque juntos. Ver sua autonomia, sua segurança, suas conquistas e seu despertar para a vida estudantil é um privilégio enorme.



Um mimo nesta data especial, para o Gabriel: batatas assadas em formas de letras!!!

Nesta minha caminhada por vezes eu escutei e ainda escuto de algumas pessoas que sou "professorinha" ou trabalho na "escolinha"... isso, as vezes me chateia, mas não me abala, elas não tem noção do que tem dentro do coração de um estudante!!! Eu sei!!!!!
Beijocas para todos nós que nesta vida somos eternos aprendizes e porque não, ESTUDANTES?